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Missionário brasileiro destaca

Missionário brasileiro destaca "paternidade" de Francisco

Cidade do Vaticano Encerra-se na quarta-feira (11/04) a jornada de reflexão e catequeses proposta pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização aos missionários da misericórdia. Durante cinco dias, mais de 550 sacerdotes, dos cinco continentes, ouviram catequeses, ofereceram testemunhos sobre as atividades pastorais desenvolvidas nas próprias dioceses e puderam celebrar o sacramento da reconciliação, coração deste ministério especial confiado pelo Papa.  O missionário da misericórdia é um sacerdote (bispo emérito ou padre) que é nomeado pelo Pontífice para ser promotor da Misericórdia de Deus por alguns meios que lhe são específicos: pregar em missões populares sobre o tema da misericórdia e incentivar a busca pelo Sacramento da Reconciliação. No mundo, são cerca de 900. Estes sacerdotes têm o poder de perdoar pecados que são reservados ao Papa. E que são cinco, de acordo com direito canônico: a profanação das espécies consagradas (Eucaristia), a violência física contra o Papa, a ordenação episcopal sem o mandato pontifício, a tentativa da absolvição do cúmplice no pecado contra o sexto mandamento e a violação direta do segredo de confissão. O Padre Raphael Silva Maciel, da Arquidiocese de Fortaleza, participou desta jornada e logo após a audiência com o Santo Padre deu o seguinte testemunho ao Vatican News:
Papa Francisco: o Batismo

Papa Francisco: o Batismo "cristifica" o fiel

Cidade do Vaticano  Na audiência geral desta quarta-feira (11/04), o Papa Francisco iniciou um novo ciclo de catequeses, ao concluir semana passada as reflexões sobre a Santa Missa. O novo tema escolhido pelo Santo Padre é o Batismo, o fundamento da vida cristã. Trata-se do primeiro dos Sacramentos, enquanto é a porta que permite a Cristo Senhor fixar morada na nossa pessoa e, a nós, de nos imergir no seu Mistério. O verbo grego “batizar” significa “imergir” (cfr CCC, 1214). Banhar-se com água é um rito comum a várias crenças para expressar a passagem de uma condição a outra, sinal de purificação para um novo início. “Mas para nós cristãos não deve passar desapercebido que se é o corpo a ser imergido na água, é a alma a ser imersa em Cristo para receber o perdão do pecado e resplandecer de luz”, explicou o Papa, citando o escritor romano Tertuliano. Novo aniversário Como em outras ocasiões, o Papa perguntou aos fiéis quem sabe a data do próprio batismo, dando uma "lição de casa" a todos: perguntar aos familiares a data em que Cristo entrou em nossa vida. "É outro aniversário", disse Francisco, é o aniversário do renascimento, que também deve ser comemorado agradecendo ao Senhor. Regeneração   Através do lavacro batismal, quem crê em Cristo é imerso na própria vida da Trindade. A água do batismo, prosseguiu Francisco, não é uma água qualquer, mas a água sobre a qual o Espírito é invocado. Por isso, o batismo é chamado também “regeneração”: acreditamos que Deus nos salvou por sua misericórdia, com uma água que regenera e renova no Espírito. Por isso, o batismo é sinal eficaz de renascimento, para caminhar em novidade de vida. Imergindo-nos em Cristo, o Batismo nos torna também membro do seu Corpo, que é a Igreja, e partícipes da sua missão no mundo. Este Sacramento, acrescentou o Papa, permite a Cristo viver em nós e a nós viver unidos a Ele, para colaborar na Igreja, cada um segundo a própria condição, para a transformação do mundo. Recebido uma única vez, o Batismo ilumina a nossa vida, guiando os nossos passos até a Jerusalém do Céu. Um marco “Há um antes e um depois do Batismo”, frisou Francisco. O Sacramento supõe um caminho de fé, que chamamos catecumenato, evidente quando é um adulto a pedir o Batismo. Mas também as crianças, desde a antiguidade, são batizadas na fé dos pais. A este ponto, o Pontífice respondeu a quem questiona o porquê batizar as crianças e não esperar que, uma vez adultas, sejam elas mesmas a pedir o Sacramento. "Isso significa não ter confiança no Espírito Santo", respondeu, porque é Ele que faz crescer e amadurecer as virtudes cristãs. Todos devem ter esta oportunidade, "não esqueçam de batizar as crianças", recomendou o Papa. "Cristificar" “Ninguém merece o Batismo”, explicou ainda o Pontífice, pois é sempre um dom gratuito para todos, adultos e recém-nascidos. “As promessas batismais que todos os anos renovamos na Vigília Pascal devem ser reavivadas todos os dias para que o Batismo “cristifique” quem o recebeu, tornando-o realmente outro Cristo.”